Publicado em: Thursday, 30 de April de 2026 às 16:34
O governo federal prepara uma nova modalidade do Desenrola 2.0 vinculada ao FGTS e pretende exigir das instituições financeiras desconto mínimo de 40% para adesão ao programa. Segundo declaração do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a medida permitiria ao trabalhador usar parte do saldo do fundo para quitar dívidas negociadas com deságio.
Pelo desenho apresentado, o público-alvo seriam correntistas do FGTS com renda de até cinco salários mínimos e em situação de endividamento. Após a negociação direta com o banco e aplicado o desconto mínimo, a Caixa Econômica Federal liberaria até 20% do saldo do FGTS para pagamento do valor remanescente. Marinho afirmou que o recurso teria destinação exclusiva para a quitação do débito.
O ministro também indicou que o uso dos valores ficaria vedado para apostas online e outras finalidades alheias ao programa. A expectativa do Ministério do Trabalho e Emprego é liberar cerca de R$ 4,5 bilhões, com trava para que o impacto total não ultrapasse R$ 8 bilhões. O anúncio da primeira etapa foi sinalizado para 4 de maio, caso os detalhes sejam concluídos com o sistema financeiro.
Para bancos, empresas e trabalhadores, a proposta exige atenção sobre critérios de elegibilidade, operacionalização na Caixa e tratamento de risco de crédito. Para quem está endividado, o desenho pode ampliar a capacidade de renegociação; por outro lado, o debate recoloca em pauta os limites do uso do FGTS como instrumento de política pública voltado à reorganização financeira das famílias.
Tags: Desenrola FGTS endividamento bancos Luiz Marinho quitação de dívidas Jota
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