Publicado em: Thursday, 30 de April de 2026 às 16:34
A fase inicial da reforma tributária foi desenhada como período de adaptação, testes e obrigações informativas para empresas e administrações tributárias. Em artigo publicado no JOTA, especialistas destacam que a Lei Complementar 227/2026 regulamenta a migração para o IVA dual e reserva os primeiros anos para ajuste operacional, sem penalidades aos contribuintes que atuem de boa-fé no cumprimento das novas exigências.
Nesse estágio, os documentos fiscais passam a exibir os valores correspondentes à CBS e ao IBS com alíquotas-teste, sem recolhimento efetivo neste momento. A medida serve para validar sistemas, calibrar rotinas internas e produzir dados que auxiliem na definição das alíquotas definitivas. O período também preserva adaptação gradual para pequenos negócios, com tratamento mais flexível para Simples Nacional, MEI e emissão de NFS-e em fase inicial.
Outro ponto relevante é o reforço da infraestrutura digital da transição. O Portal da Reforma Tributária, operado no Gov.br em parceria com a Receita Federal, concentra calculadora, apuração assistida, declarações pré-preenchidas e acompanhamento de débitos e créditos. Para as empresas, isso amplia a necessidade de integração entre fiscal, tecnologia, controladoria e jurídico, porque a mudança deixa de ser apenas normativa e passa a exigir revisão de processos e governança de dados.
Na prática, o cronograma até 2033 indica que a reforma não será absorvida apenas quando houver cobrança plena dos novos tributos. O período de testes é a janela para corrigir parametrizações, treinar equipes e avaliar impactos sobre cadeia de fornecedores, precificação e compliance. Quem tratar a transição apenas como fase de observação tende a carregar risco maior para a entrada definitiva do novo sistema.
Tags: reforma tributária IBS CBS transição tributária Simples Nacional conformidade fiscal Jota
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