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Publicado em: Thursday, 19 de March de 2026 às 11:29

Reforma tributária pode elevar custos de aquisição com o fim de PIS/Cofins

Mudança na lógica de créditos pode afetar margens, precificação e escolha de fornecedores em operações de revenda e compra de insumos.

A transição da sistemática atual de PIS e Cofins para o novo modelo da reforma tributária do consumo pode alterar de forma relevante o custo de aquisição de mercadorias e insumos para empresas que operam com crédito tributário. No regime atual, especialmente nas hipóteses de não cumulatividade, há situações em que o adquirente aproveita crédito em percentual superior ao encargo efetivamente embutido no preço pelo fornecedor, o que influencia diretamente a formação do custo.

 

No cenário descrito no artigo de referência, esse efeito aparece com mais clareza quando o fornecedor está submetido a regime cumulativo e o comprador apura créditos em regime não cumulativo. Hoje, essa diferença entre débito na etapa anterior e crédito na etapa seguinte pode reduzir artificialmente o custo contábil de aquisição para fins de precificação. Com a CBS, a tendência é de maior alinhamento entre a alíquota incidente na venda e o crédito aproveitado na compra, reduzindo esse descompasso.

 

Na prática, isso pode significar aumento do custo-base utilizado por empresas que calculam suas margens sobre o valor de aquisição. Ainda que o crédito financeiro do novo modelo possa ser maior em termos nominais, o preço de venda e a estratégia comercial podem precisar de revisão, porque a composição do custo e da margem deixa de seguir a lógica atualmente observada com PIS e Cofins. O impacto tende a variar conforme o setor, o perfil dos fornecedores e o enquadramento tributário adotado ao longo da cadeia.

 

O tema também exige atenção de empresas que compram de optantes do Simples Nacional ou de fornecedores sujeitos a regimes distintos, já que a reorganização da não cumulatividade pode produzir efeitos diferentes conforme a estrutura da operação. Por isso, a avaliação prática deve considerar simulações de preço, revisão de margens e análise contratual da cadeia de suprimentos para identificar antecipadamente possíveis aumentos de custo e necessidade de ajuste comercial.

Fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/75644/impactos-em-custos-da-rtc-com-o-fim-de-pis-cofins/

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