Publicado em: Tuesday, 09 de June de 2026 às 10:32
O pedido de recuperação judicial anunciado pela Estrela se soma a uma sequência de reestruturações empresariais registradas em 2026. Segundo reportagem do InfoMoney, com base em dados do monitor da RGF Associados, o número de companhias em recuperação judicial no Brasil chegou a 5.931 no primeiro trimestre, ante 4.881 no mesmo período de 2025, o que representa alta de 21,5%.
Além da fabricante de brinquedos, o ano já reuniu movimentos relevantes de GPA, Grupo Toky, Raízen, CVLB Brasil e SAF do Botafogo. Os casos envolvem tanto recuperação judicial, com supervisão do Judiciário, quanto recuperação extrajudicial, em que a renegociação é tratada diretamente com credores como etapa de reestruturação do passivo.
O avanço desses pedidos ocorre em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e maior pressão sobre o caixa das companhias. Em setores como varejo, energia, consumo e entretenimento, a combinação de endividamento, custo financeiro e necessidade de reorganização operacional tem levado grupos empresariais a revisar dívidas, vender ativos, reduzir investimentos e buscar instrumentos formais de reequilíbrio.
Na prática, o cenário reforça a importância de monitoramento preventivo da liquidez, revisão de contratos e negociação estratégica com credores, fornecedores e financiadores. Para empresas e assessorias jurídicas, o aumento das recuperações indica que a reestruturação deixou de ser fenômeno pontual e passou a refletir uma pressão mais ampla sobre a solvência corporativa no país.
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