Publicado em: Wednesday, 13 de May de 2026 às 09:07
A transição da reforma tributária tende a mexer diretamente com o capital de giro das empresas, sobretudo nas operações com prazo alongado de recebimento. Em artigo publicado no JOTA, Régis Lima, diretor-executivo e de Operações da Lumen IT, sustenta que a implantação da CBS, do IBS e do split payment reduzirá a folga financeira historicamente existente entre a emissão da nota, o recebimento da venda e o recolhimento dos tributos.
O ponto central é a mudança de timing. Com o novo modelo, a apuração tributária se aproxima mais do momento da operação e passa a exigir integração maior entre áreas fiscal, financeira e tecnológica. Em paralelo, a convivência entre regimes durante a transição até 2033 impõe revisão de contratos, parametrização de ERPs, rotinas de faturamento e controles sobre aproveitamento de créditos.
O debate ganha peso adicional nas vendas a prazo. Em análise divulgada pelo Sistema Fenacon, especialistas alertam que o fornecedor pode acabar suportando o desembolso de IBS e CBS antes de receber integralmente do cliente, o que amplia o risco de descasamento entre débito e crédito, pressiona margens e pode exigir financiamento do imposto com capital próprio ou bancário em operações parceladas.
Na prática, o tema deixa de ser apenas tributário e passa a integrar o planejamento financeiro dos negócios. Empresas com margens apertadas, alto volume de vendas parceladas ou cadeias complexas de fornecimento tendem a precisar revisar fluxo de caixa, política comercial, governança fiscal e capacidade tecnológica para evitar que a transição para CBS, IBS e split payment gere perda de liquidez e custo financeiro adicional.
Tags: reforma tributária split payment CBS IBS fluxo de caixa capital de giro transição tributária
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