Publicado em: Thursday, 14 de May de 2026 às 15:30
Os próximos meses devem concentrar os ajustes mais sensíveis da implementação da reforma tributária sobre o consumo, especialmente na passagem do texto normativo para a operação diária das empresas. A avaliação aparece na primeira rodada do Pulso da Reforma, iniciativa do JOTA que reuniu especialistas para medir o estágio real da transição após a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS no fim de abril.
Entre os pontos mais citados estão o split payment, a convivência temporária entre o modelo antigo e o novo sistema e a necessidade de calibrar alíquotas a partir de dados confiáveis. O diagnóstico é que a base legal avançou, mas a execução ainda depende de definições complementares, integração entre sistemas fiscais e financeiros e coordenação federativa para evitar ruído operacional na fase de testes.
Na prática, o tema já entra no radar de empresas que precisarão revisar fluxos de caixa, documentação fiscal, parametrização de ERP e governança tributária. Negócios com alto volume de operações e cadeias complexas tendem a sentir primeiro os efeitos de um recolhimento mais automatizado e de exigências adicionais de rastreabilidade, o que aumenta a pressão por planejamento desde 2026.
O debate também indica que a governança do novo modelo será tão importante quanto a regulamentação técnica. A instalação efetiva das estruturas de decisão, a produção de dados para calibragem das alíquotas e a edição de atos infralegais devem definir o ritmo de adaptação de contribuintes, fiscos e setores mais expostos à transição.
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